Requisição médica: o que é e como funciona?

Richard Riviere
20 de junho de 2025
Seta apontando para baixo.
requisição médica

A requisição médica é indispensável na rotina clínica, tanto no contexto da atenção básica quanto em níveis mais especializados de atendimento.

A requisição médica é um documento que orienta a realização de exames, procedimentos ou encaminhamentos, servindo como elo entre o diagnóstico clínico e a conduta terapêutica adequada. 

Assim, para além do aspecto técnico, ela também possui implicações legais, administrativas e até mesmo éticas que o médico precisa compreender com profundidade.

Nesse sentido, dominar o uso da requisição é uma exigência normativa e uma prática que contribui para a segurança do paciente, a efetividade dos tratamentos e a organização dos fluxos assistenciais dentro das instituições de saúde.

Neste conteúdo, você irá compreender o que é uma requisição médica, em quais contextos deve-se utilizá-la e como preenchê-la corretamente. 

Vamos começar! 

O que é requisição médica?

A requisição médica é um documento formal emitido por um profissional habilitado, geralmente o médico, para solicitar exames, procedimentos, terapias ou encaminhamentos para a investigação diagnóstica, ou condução de tratamentos.

Assim, ela representa uma etapa fundamental do raciocínio clínico, funcionando como uma extensão do ato médico. 

Por meio dela, o profissional comunica a outros setores da assistência (como laboratórios, serviços de imagem, fisioterapia ou outros especialistas) a necessidade de ações complementares à consulta, com base na avaliação individual do paciente.

A requisição médica deve conter informações essenciais, como a identificação do paciente, a justificativa clínica da solicitação (quando pertinente), o tipo de exame ou procedimento requisitado e a assinatura do profissional responsável.

Além disso, deve contar também a identificação completa do profissional (CRM e especialidade, se aplicável).

Vale destacar que a requisição médica carrega responsabilidade técnica e legal, exigindo clareza, precisão e respaldo ético por parte do médico que a emite.

Como funciona a requisição médica?

A requisição médica funciona como um instrumento de comunicação entre o médico e os demais serviços envolvidos no cuidado ao paciente. 

Após a consulta clínica, quando o profissional identifica a necessidade de exames complementares, procedimentos terapêuticos ou encaminhamentos para outros especialistas, ele formaliza essa indicação por meio da requisição.

Esse processo segue uma lógica clínica e assistencial bem definida:

  1. Avaliação médica: tudo começa com a escuta e o exame clínico do paciente. A partir dos achados, o médico formula hipóteses diagnósticas ou define condutas terapêuticas.
  2. Justificativa técnica: com base na avaliação, o profissional determina quais exames ou procedimentos são necessários para confirmar diagnósticos, monitorar uma condição de saúde ou acompanhar a eficácia de um tratamento.
  3. Emissão da requisição: o médico preenche o documento — manualmente ou por meio de um sistema eletrônico — indicando o que está sendo solicitado. Ele deve colocar os dados do paciente, data, carimbo, CRM e assinatura. Em muitos casos, recomenda-se também incluir a hipótese diagnóstica ou a CID correspondente, embora isso dependa da instituição ou da exigência do convênio.
  4. Encaminhamento ao serviço de destino: o paciente apresenta a requisição no local indicado (laboratório, centro de imagem, fisioterapia, etc.), onde será atendido conforme as informações fornecidas. Alguns exames ou procedimentos exigem autorização prévia do convênio, o que torna a clareza da requisição ainda mais importante.
  5. Retorno e continuidade do cuidado: após a realização do exame ou procedimento, o paciente retorna ao consultório com os resultados, e o médico dá continuidade ao plano terapêutico com base nessas informações.

É importante lembrar que, ao emitir uma requisição, o médico assume responsabilidade sobre a sua pertinência clínica. Isso reforça a importância de um preenchimento criterioso, ético e tecnicamente embasado.

Qual é a importância da requisição médica?

A requisição médica desempenha um papel estratégico na prática clínica, sendo essencial para garantir a segurança do paciente, a qualidade da assistência e a racionalização dos recursos em saúde.

Sua importância pode ser observada em diferentes dimensões:

  1. Segurança e assertividade diagnóstica: ao solicitar exames ou procedimentos específicos, você se baseia em dados clínicos e em seu julgamento técnico para orientar investigações precisas. Assim, reduz a chance de erros diagnósticos e evita condutas desnecessárias, promovendo uma abordagem mais eficiente e individualizada.
  2. Continuidade e integração do cuidado: a requisição permite que outros profissionais de saúde — como radiologistas, laboratoristas, fisioterapeutas ou especialistas — compreendam o contexto clínico. Desse modo, eles podem atuar de forma complementar, e o cuidado ao paciente se torna mais coordenado e eficaz.
  3. Registro e respaldo legal: a requisição médica é um documento com valor jurídico, que pode ser usado como prova da conduta adotada por você em caso de auditorias, perícias ou processos ético-legais. Um preenchimento completo e fundamentado protege o profissional e demonstra sua responsabilidade técnica.
  4. Gestão e auditoria dos serviços de saúde: em ambientes com sistemas informatizados ou convênios médicos, a requisição também serve como base para autorizações, faturamento e controle de procedimentos. Ela contribui para a transparência na utilização dos recursos e para a sustentabilidade das instituições de saúde.
  5. Educação do paciente: ao entregar uma requisição ao paciente, o médico também educa e orienta sobre a importância de determinados exames ou terapias. Ou seja, ele consegue promover o engajamento do indivíduo no próprio tratamento e fortalecer a relação médico-paciente.

Assim, a requisição médica vai muito além de um simples “pedido”. Ela é parte do exercício responsável da medicina, conectando diagnóstico, conduta e cuidado contínuo.

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Em um cenário cada vez mais dinâmico, contar com um sistema médico é essencial para otimizar o tempo, reduzir erros e garantir a segurança. 

No caso das requisições médicas, um bom sistema facilita o preenchimento correto, armazena o histórico do paciente, permite o acesso rápido a modelos de solicitações e integra os fluxos entre diferentes setores da clínica ou consultório.

Além disso, a digitalização do processo elimina retrabalho, melhora a comunicação com laboratórios e convênios e oferece mais agilidade no atendimento. Tudo isso beneficia tanto a sua prática quanto o paciente.

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Richard Riviere

Especialista em Saúde Digital, CEO e Co-Fundador da Versatilis System, o sistema de gestão DEFINITIVO das clínicas do Brasil.

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