Uma vacina contra câncer mostra resultados promissores em um estudo com camundongos feito com RNA mensageiro. Saiba mais!
Cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina contra câncer experimental que conseguiu potencializar os efeitos da imunoterapia e eliminar tumores em testes com camundongos.
A revista Nature Biomedical Engineering publicou o estudo no final de julho e a descoberta é um passo fundamental para a criação de uma vacina universal contra o câncer.
Nesse sentido, o maior diferencial do estudo é que o desenvolvimento da vacina não aconteceu para ela atingir um tumor específico. Na verdade, sua ação visa estimular todo o sistema imunológico, como acontece quando o corpo responde a um vírus, por exemplo.
Com o estímulo, as células de defesa tiveram uma reação robusta, e passaram a reconhecer e atacar as células doentes.
Como aconteceram os testes da vacina contra câncer?
Durante os experimentos, os pesquisadores combinaram a nova vacina de RNA mensageiro com medicamentos já usados na imunoterapia. Esses medicamentos chamam-se inibidores de checkpoint imunológico.
Por meio deles, acontece o estímulo das células T, que passam a atacar os tumores. Os cientistas fizeram os testes em camundongos com melanoma e os resultados foram promissores inclusive para tumores resistentes.
Em alguns casos, os tumores desapareceram totalmente, e os efeitos também foram positivos em casos de câncer ósseo e cerebral.
A formulação da vacina com mRNA é parecida com a formulação das vacinas da Covid-19, como as da Pfizer e da Moderna. Nelas, uma molécula de RNA mensageiro leva instruções às células para gerar uma resposta imunológica.
Antes dessa vacina, a equipe do líder do estudo e pesquisador da UF Health, Elias Sayour, havia produzido uma vacina de mRNA para tratar glioblastoma, um tipo de câncer cerebral raro e agressivo.
Agora, no entanto, a vacina é genérica, e seu uso mais amplo dispensa a personalização. Segundo Duane Mitchell, coautor da pesquisa:
“Em vez de adaptar a vacina a um tumor específico ou buscar alvos comuns entre pacientes, podemos usar uma resposta imune forte e inespecífica como arma principal.”
Em seguida, os cientistas pretendem realizar os testes em humanos e essa nova abordagem poderá ser uma grande esperança no tratamento do câncer.
Saiba mais em: G1 Saúde.





