Brasil inaugura fábrica de mosquitos para combate à dengue

Richard Riviere
3 de agosto de 2025
Seta apontando para baixo.
Brasil inaugura maior fábrica de mosquitos do mundo

Brasil inaugurou maior fábrica de mosquitos do mundo para combater à dengue e outras doenças. Tecnologia não faz mal a seres humanos. 

No sábado, dia 19 de julho, o Brasil inaugurou em Curitiba a maior fábrica de mosquitos do mundo. O objetivo é o combate à dengue e outras doenças, como zika e chikungunya. 

Para isso, foram coletadas centenas de larvas do Aedes Aegypti, movidas em lâminas de vidro. Assim, durante o processo, ocorre a separação das fêmeas dos machos. A produção das larvas aconteceu em uma fábrica em Curitiba. 

Esses mosquitos irão nascer e crescer com a vigilância de profissionais, possuindo uma bactéria chamada “wolbachia”. Essa bactéria não faz mal aos seres humanos e, no Aedes Aegypti, impede a replicação das doenças, como zika e dengue. 

Segundo o diretor presidente da Wolbito Brasil, Luciano Moreira:

“Fazendo a liberação desses mosquitos em campo, eles vão substituir a população de mosquitos ali existentes que transmitiam as doenças por esses mosquitos que não vão transmitir.”

Como a fábrica irá atuar?

A fábrica de Curitiba deve produzir 100 milhões de ovos por semana. Esta é a maior biofábrica do mundo e, em um ano, serão mais de 5 bilhões de ovos. O Ministério da Saúde decidirá onde os mosquitos serão distribuídos. 

Nesse sentido, seis cidades estão na lista para receber a primeira leva de mosquitos em agosto. São elas Brasília (DF), Valparaiso de Goiás (GO), Luziania (GO), Joinville (SC), Balneário Camboriú (SC) e Blumenau (SC).

O foco são as cidades prioritárias, com um risco maior de transmissão de doenças em 18 estados do país. Desse modo, com a distribuição, a expectativa é proteger 140 milhões de brasileiros. 

Vários países já utilizam a tecnologia, cuja eficácia está comprovada. No Brasil, algumas cidades, como Niterói (RJ), receberam o método e conseguiram reduzir em até 70% casos de dengue, além disso, ocorreram impactos positivos nas doenças zika e chikungunya. 

Ainda assim, mesmo com a ajuda da tecnologia, especialistas ressaltam a importância da prevenção em cada casa. Por isso, o combate aos focos de dengue evitando água parada e observando larvas deve continuar. 

Saiba mais em: G1 Jornal Nacional

Richard Riviere

Especialista em Saúde Digital, CEO e Co-Fundador da Versatilis System, o sistema de gestão DEFINITIVO das clínicas do Brasil.

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